segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Identidade Visual

Sempre gostei muito de jogos de tabuleiro, não apenas por causa da musculação cerebral e da interação humana que eles fomentam, mas também por causa das narrativas que eles contam - através de suas mecânicas e de sua arte. E, falando em arte, devo admitir que sempre tive o nariz empinado e nunca engoli produtos com ilustrações cartunescas. Meu gosto sempre foi voltado ora para o realismo, ora para o exótico. Nunca para o humor. Sendo assim, revelo que poucas caixas de jogos conseguiram me estimular tanto, ainda nas prateleiras das lojas, quanto aquelas que traziam o logo da Estrela durante os anos 1990. Sim, os jogos dentro delas eram os mesmos Banco Imobiliário, Detetive e Jogo da Vida de sempre, mas ilustrados com fotografias que faziam tudo parecer tão importante, tão adulto, que não havia como ignorá-los. A empresa tinha identidade visual, e seu portfólio parecia mais rico graças a esta coerência entre seus produtos. Fora que os jogos ficavam lindos em qualquer estante! Hoje, nesta época em que a arte nos jogos vai ficando cada vez mais genérica, para não dizer mais robótica, fico extremamente nostálgico ao olhar para trás e enxergar Estrela tão brilhante no nosso antigo horizonte.

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