terça-feira, 24 de abril de 2012

Recanto


canto
que canta
quem sou
balança
a falsa
sem-graça
face
(fácil)
do horror
quem sou?
Meu quarto.

domingo, 15 de janeiro de 2012

História

Paro frente ao caminho
comprido, batido...
Desisto.

Quero é sentar e gozar,
tranquilo, menino,
numa cadeira maltratada,
almofada rasgada,
aquele sabor mais fino,
aquele sabor de memória.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz 2012 aos meus queridos amigos...

... e feliz fim de mundo pro resto.

Que meus queridos amigos e eu alcançemos 2013 mais completos, mais artistas, mais vitoriosos, mais sonhadores, mais engajados, mais surfistas, mais astronautas e menos sérios.

E que o mundo receba menos políticos, menos policiais, menos soldados, menos professores, menos jogadores de futebol, menos empresários, menos investidores, menos armas, menos veículos, menos escolas, menos geladeiras, menos máquinas de raios-X, menos drogas lícitas, menos drogas ilícitas, menos canais de televisão, menos jornalistas, menos religiões, menos entidades filantrópicas, menos divisões, menos dinheiro, menos ordem, menos burocracia, menos capitalismo, menos democracia, menos ditaduras, enfim, menos gente.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O sonho acabou...

A Tec Toy errou.

Primeiramente, o mais importante: falta de clareza. A fabricante do Zeebo errou feio ao esconder dos consumidores tudo o que ocorria nos bastidores do universo relativo ao primeiro console de videogames brasileiro. Vivemos a era da informação ou não, hein, Tec Toy? A empresa até tentava esconder as desistências das grandes produtoras, mas era tudo muito óbvio, o que fazia a situação ficar ainda mais ridícula.

Além disso, para um console produzido para as massas, os preços eram bem elitistas. R$500,00 era o preço inicial! A família que vive de salário mínimo iria deixar de comprar comida para comprar um Zeebo? As vendas do console, aproximadamente 30 mil unidades vendidas no total, nos dá a resposta: não!

E os preços dos games? R$20,00 por um game que vale R$5,00 no celular? E os desaparecimentos dos games? Oba, vou comprar um Zeebo para jogar Quake... Epa! Cadê o meu Quake??? Os jogos desapareciam da loja virtual sem prévio aviso (ou com um aviso feito através de veículo pouco abrangente).

Sem contar outro fator importantíssimo: a postura relativa ao potencial público-alvo. De início, a Tec Toy e suas parceiras anunciaram muitos clássicos - Sonic, Street Fighter, Double Dragon. Legal! Seria um console para pobres que gostam de coisas velhas (e boas)! Mas aí a empresa, com medo de transformar o console num mega-emulador, disse publicamente não para a emulação, que seria a porta de entrada para dezenas, centenas de títulos. O que acontece? Todo mundo pula fora, pois o processo de porting, adaptar um jogo para outra plataforma, é muito mais caro que o processo de emular. Por fim, muito tempo depois, alguns títulos da finada Data East acabaram aparecendo no console, todos através de emulação. E então, Tec Toy? Voltou atrás? Aí era tarde, o Zeebo já estava virando história.

Por fim, que distribuição foi essa? Onde eu poderia encontrar o console? Durante todo o período de vida do aparelho, só vi um exemplar ao vivo, numa Lojas Cem, fora da caixa, à mostra, bem empoeirado. Se a Tec Toy realmente queria vender o Zeebo, então... ela devia ter feito o Zeebo! Me espantei quando li no site UOL Games sobre a quantidade de consoles vendidos (que citei no início deste post). Eu pensei "PUTZ, A TEC TOY REALMENTE FABRICOU TUDO ISSO?" Incrível!

Só nos resta torcer para que o Zeebo não descanse em paz. Que os programadores caseiros (através do trabalho brilhante do TripleOxygen!) tragam à máquina a sobrevida dinâmica que ela merece - e infinitas alegrias àqueles que acreditaram, como eu, neste primeiro passo brazeebeiro.


P.S.: pelo lado do que deu certo, vale lembrar três coisas: jogos traduzidos, um excelentíssimo serviço de atendimento ao consumidor e... Double Dragon! Por isso, a Tec Toy ganha um beijinho depois dos tabefes.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Feliz 2011, leitores!


Um pouquinho atrasado, é certo, mas o que vale é a intenção...

sábado, 18 de dezembro de 2010

O inesperado

O bobo está sempre atrás do rei a quem deve religiosamente agradar. Ele não o faz por um motivo qualquer. Não. Ele o faz porque vive na esperança do inesperado. Do gesto inesperado.

Há uns dias, um bobo recebeu um gesto inesperado. Aquele pelo qual os bobos tanto esperam. Mas, como o gesto apareceu de repente, o bobo não viu. Ou viu, e não deu bola. E, assim, perdeu o momento pelo qual viveu.

E... Morreu?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Política é coisa séria

Assim como o circo.

E qual circo é melhor do que aquele que traz Netinho, Marcelinho Carioca, Vampeta, Mulher Pera, Ronaldo Esper, o marido de Mara Maravilha e, a grande atração, Tiririca (lembrando ao leitor que vivo no Estado de São Paulo)?

Que espetáculo! O CIRCO CHEGOU!!!



PS: Não que eu seja a contra a candidatura de qualquer cidadão. Pelo contrário, todos têm o mesmo direito no campo da política. O problema é que não citei nenhum cidadão no parágrafo acima. Citei personagens. Que não serão eleitos pelos seus projetos, ou por sua visão política, mas pela fama adquirida em campos que não estão ligados à política. Isto deveria ser proibido. PROIBIDO. O caso é sério: o que um palhaço pode fazer no senado? Palhaçada, e só. Ele é um personagem que existe só para isso, e nada mais. O ator que empresta seu corpo ao palhaço pode ser um político sério. Mas o palhaço, jamais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Panela de Pressão

Aproxime seus ouvidos. Barulho. Sons dos mais diversos (e assustadores) caminham o espaço da panela. Parece pouco, para você que está de fora, mas acredite: é muito. Lá dentro, você sabe... Caos. As paredes parecem balançar. Tudo treme. O ar, comprimido, tenta derrubar, a qualquer custo, todo e qualquer rascunho de unidade.
Vez ou outra, um aluno pede:
- Professor, posso ir pro banheiro?
O professor concorda. Porta aberta, a panela grita:
- TTTTCCCCCCCCCCCHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

O futuro do Sonic Team

Um dos mais inutilmente divertidos passatempos meus é acompanhar as decisões corporativas e artísticas da Sega. Sabe? Aquela do Master System e do Mega Drive (e que não é a TecToy). Fico minutos e minutos (costumavam ser horas e horas, mas todo assunto tem limite) pesquisando o que está acontecendo com os japas da azulona.

Bem, quem acompanha as notícias do mundo gamístico ficou sabendo de um joguinho que vem aí chamado Sonic 4 (pelo qual estou ansiosamente torcendo, dedos cruzados). E o jogo será vendido via download para os consoles atuais. Em formato episódico.

Vejamos: a Sega abandonou a numeração dos games do Sonic há muuuuuito tempo atrás. Todos os videogames principais do Sonic (financeiramente principais) foram desenvolvidos por um estúdio interno da Sega chamado Sonic Team e lançados de maneira convencional, com caixa e manual. Sonic 4 está sendo desenvolvido por um estúdio externo chamado Dimps (com apenas supervisão da Sonic Team).

Em vista disso, algumas questões habitam meus pensamentos: se o jogo fizer sucesso, muito sucesso, o que vai acontecer? A Sonic Team vai deixar de existir (seus últimos jogos foram fracassos abismais)? Ou ela vai passar a produzir apenas títulos de outras franquias (Phantasy Star e Puyo Puyo), só supervisionando a produção de games do Sonic? Se isso acontecer, o nome da Sonic Team vai mudar? Para Phantasy Star Team ou para Puyo Puyo Team? Ou para algum outro nome (bom)? E como fica a série Sonic em questão? A numeração vai voltar? Sonic Heroes e Sonic Unleashed serão esquecidos (acho que já esqueci alguma coisa)? Os jogos principais da personagem serão todos distribuídos assim, via download, ou o sistema tradicional prevalecerá, apesar de tudo (do custo, $$)? E agora, José?

E tu? Vistes como tem sempre alguém com um hobby mais cretino que o teu?

sábado, 2 de janeiro de 2010

Feliz ano novo, leitores!

Eco: feliz ano novo, leitores!